quarta-feira, 4 de março de 2009

Otavio Vidal

Romantismo basicamente é um movimento tido como uma forma de oposição ao modelo clássico, em que neste, tinha-se a teoria Teocêntrica como molde da sociedade. No romantismo tem-se o Antropocentrismo, em que o homem passa a ser o centro de tudo, temos a valorização do indivíduo, o egocentrismo é um fator muito forte, temos a preocupação iminente com o sentimentalismo, ocorre o idealismo romântico em que a mulher passa a ser vista como um ser perfeito.
O sentimentalismo, apresentando a supervalorização das emoções é o subjetivismo, com , o culto do individualismo e do pessoalismo a valorização do "eu" que gera o egocentrismo, o ego como centro do universo. Surge aí um choque entre a realidade objetiva e o mundo interior do poeta. A derrota inevitável do ego produz um estado de frustação e tédio, que conduz à evasão romântica. Seguem-se constantes e múltiplas as fugas da realidade: o álcool, o ópio, as "casas de aluguel", a saudade da infância, as constantes idealizações da sociedade, do amor, da mulher. O romântico enfim, foge no tempo e no espaço. No entanto, essas fugas têm ida e volta, exceto a maior das fugas românticas: a morte.

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