domingo, 31 de maio de 2009

Mariana Gasparetto Feistauer




Rita Lee e Roberto de Carvalho misturaram o sucesso na música, com o sucesso no amor, e desde o final da década de 70 dividem cama e palco. Porém nem só de sucessos viveu o romance. Roberto aguentou firme ao lado de Rita, nos anos em que essa enfrentou os vários problemas com drogas, mas mesmo diante de prisões, sucessos, internações, filhos e netos o casal mais simpático do rock brazuca sobrevive até hoje embalando os ouvidos de outros apaixonados.

Tatiana Ventura


Luciano e Angélica com seus filhos Joaquim e Benício. São um bom exemplo de casal romântico, pois ambos são apresentadores, tem filhos lindos...
Angélica fez uma homenagem para o Luciano, ao vivo no seu programa, quando estava de aniverssário, onde escreveu "Parabéns papai" em sua barriga, mostrando os quase imperceptíveis seis meses de gravidez, o que comovou Luciano Huck, que chegou a chorar com a homenagem.

Alice Lucena


Edward e Bella é um casal fictício da trilogia de Stephenie Meyer, o qual representa muito bem o casal romântico. O impasse entre eles é o simples fato de Edward ser um vampiro (imortal) e Bella uma humana (mortal). Apesar da dificuldade de viverem juntos nao desistem desse amor impossível, à busca de um final feliz.

Bernardo Robe



Sandy falou abertamente sobre as vantagens de casar com um músico. "A gente fala a mesma língua, entendemos um ao outro".

A relação entre as famílias é de total sintonia e a música só tem a contribuir. "As nossas famílias têm uma relação divertida por conta da música, sempre tem algo para acrescentar", contou a cantora.

O casal Lucas Lima e Sandy se enquadram no romantismo porque eles se mostram apaixonados um pelo outro.

Gabriel Boeira



O casal William Wallace e a jovem camponesa no filme "Coração Valente" é um exemplo de amor,porque mesmo sofrendo ameaças,eles viveram um romance ainda que por pouco tempo. A jovem camponesa foi morta por um nobre inglês e Wallace,lutando pela liberdade da Escócia,luta também para vingar a morte de sua amada,liderando um exercito que acaba vitorioso. Ele consegue atingir seus objetivos mas acaba sendo executado. O amor dele era tão grande que pensou nela até o último segundo de sua vida.

Vagner Stefanello



Tom Cruise e Katie Holmes são um belo exemplo de casal romântico, pois os dois realizam o mesmo tipo de trabalho(são atores), tem uma filha, já houve rumores sobre a possível separação dos dois, mas eles superaram e seguiram em frente, tendo muito sucesso na vida.

sábado, 30 de maio de 2009

Lucas Antonello



Edson Celulari e Claudia Raia:

Esse casal se enquadra no contexto do romantismo, por haver amor, respeito e a valorização entre ambos. Já trabalharam em várias novelas juntos sendo pares românticos, em parte, da mesma forma como foi nas novelas representa na vida real. O amor deles representa a consolidação do elo pelo tempo que estão juntos, e acredito que felizes.

Otavio Vidal


Mallu Magalhães e Marcelo Camelo
“Estou loucamente apaixonada”. Foi com essa frase que Mallu Magalhães, a revelação teen da música brasileira em 2008, deu a primeira mostra de que estava de fato envolvida com Marcelo Camelo, ex-Los Hermanos. A grande diferença de idade entre os dois –ela tem 16 anos e ele, 30– não foi empecilho para o casal, que assumiu o romance em novembro, após se apresentar junto no Morro da Urca, no Rio. Esse é um exemplo de casal romântico, tem tudo para dar errado mas o amor é maior que tudo e ultrapassa barreiras.


sexta-feira, 29 de maio de 2009

FRANCINE BOLZAN BORTOLUZZI...


GLÓRIA MENEZES E TARCÍSIO MEIRA...
Na minha opinião eles são um real exemplo de romantismo,
pois além de serem em muitos trabalhos par romântico
são marido e mulher na vida real, há muitos anos são casa-
dos...formaram uma família, souberam usar o romântico que
há dentro de cada um deles para viverem felizes juntos...

Ana Luiza B. Nunes


Shrek e Fiona são um bom exemplo de casal romântico, pois representam o bem, são cheios de valores e mesmo não sendo tão bonitos, lutam até o fim para que o amor vença todos os impasses. Shrek é um ogro do pântano que é escolhido para resgatar uma princesa (Fiona) pela qual acaba se apaixonando, e eles enfrentam Lord Farquaad (marido prometido de Fiona) para que o amor prevaleça. As barreiras das diferenças sociais são quebradas para que ocorra o final feliz.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Matheus Spall


William Bonner e Fátima Bernardes são um dos exemplos de casal romântico, apresentando o jornal nacional. Eles mostram que trabalhar com seu companheiro nem sempre é ruim, apesar de haver alguns desentendimentos e brigas, continuam se amando e trabalhando juntos.

terça-feira, 26 de maio de 2009

Rafaela Fontoura Nunes


O casal Ryan e Marissa, são personagens de um seriado "The O.C", Ryan(menino pobre) e Marissa(menina rica), os dois com muitos problemas, cada um com um tipo de problema, se apaixonam. Passam por uma série de acontecimentos, e em um deles Marissa morre.

Stefani Rodrigues Venturini


Esse casal podem se enquadrar no romantismo pois apesar de altos e baixos eles demonstram cada vez mais o amor existente em suas vidas,sem falar que nem a distancia foi capaz de separa-los,muito menos desmarcar a data do casamento...

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Julia Bresolin


Brad Pitt e Angelina Jolie:
Esse é um modelo de casal romântico, que apesar dos impedimentos no casamento, existe o amor que é o que sustenta uma relação e é maior que tudo, é o que prevalece não importando o que os outros falem. No final tudo é perfeito.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

FRANCINE BORTOLUZZI...

IMITAÇÃO...


O tempo alegre corria

Da infância nos anos meus;

O céu azul me sorria;

Que esperança, oh meu Deus!

Via uma verde campina,

Nele uma flor peregrina;

Tinha uma crença querida,

Sonhava glórias brilhantes,

No porvir da minha vida.



Dias de gozo e ventura,

Manhãs de purpúrea cor,

Tardes de elísia doçura,

Noites de ameno frescor;

O sol doirado fulgindo;

A lua argêntea luzindo;

Tudo, tudo prometia

Alegrias amorosas;

Canções do céu tão mimosas!

Tudo, tudo repetia.



Haver pensara no mundo

Uma sincera afeição

Amor leal e profundo,

Santo amor do coração;

Sonhava fruir delícias,

Ternas e meigas carícias;

Mulheres belas gozar,

Mais belas que a do Profeta,

Puro amor como o de poeta

Rendido lhes consagrar.

álvarez de azevedo...

INTERPRETAÇÃO: fala sobre a infância cheia de sonhos e projetos (coisas que o poeta almejava de bom para a sua fase adulta), e termina como todo romântico em um caso de amor (casos de amor nessa situação)...

O lenço dela

O lenço dela
(Álvares de Azevedo)

Quando a primeira vez, da minha terra
Deixei as noites de amoroso encanto,
A minha doce amante suspirando
Volveu-me os olhos úmidos de pranto.



Um romance cantou de despedida,
Mas a saudade amortecia o canto!
Lágrimas enxugou nos olhos belos...
E deu-me o lenço que molhava o pranto.



Quantos anos contudo já passaram!
Não olvido porém amor tão santo!
Guardo ainda num cofre perfumado
O lenço dela que molhava o pranto...



Nunca mais a encontrei na minha vida,
Eu contudo, meu Deus, amava-a tanto!
Oh! quando eu morra estendam no meu rosto
O lenço que eu banhei também de pranto!

INTERPRETAÇÃO:Essa poesia da 2ª geração romântica se caracteriza pela idealização do amor,o sentimentalismo ao extremo e também a morte que são características bem marcantes da 2ª geração romântica

Luís Felipe 201
Amor (Álvares de Azevedo)

Amemos! Quero de amor
Viver no teu coração!
Sofrer e amar essa dor
Que desmaia de paixão!
Na tu'alma, em teus encantos
E na tua palidez
E nos teus ardentes prantos
Suspirar de languidez!
Quero em teus lábio beber
Os teus amores do céu,
Quero em teu seio morrer
No enlevo do seio teu!
Quero viver d'esperança,
Quero tremer e sentir!
Na tua cheirosa trança
Quero sonhar e dormir!
Vem, anjo, minha donzela,
Minha'alma, meu coração!
Que noite, que noite bela!
Como é doce a viração!
E entre os suspiros do vento
Da noite ao mole frescor,
Quero viver um momento,
Morrer contigo de amor!

Interpretação:O que pode notar é a idealização de um sentimento destacando se o eu lírico ao amor, podemos ver que ao mesmo tempo são versos tristes e muito elaborados.Esse poema fala do desejo do eu lírico e a descrença em relação a tão sonhada mulher.

Sérgio 201

I-juca Pirama- Gonçalves Dias

São rudos, severos, sedentos de glória,
Já prélios incitam, já cantam vitória,
Já meigos atendem à voz do cantor:
São todos Timbiras, guerreiros valentes!
Seu nome lá voa na boca das gentes,
Condão de prodígios, de glória e terror!
As tribos vizinhas, sem forças, sem brio,
As armas quebrando, lançando-as ao rio,
O incenso aspiraram dos seus maracás:
Medrosos das guerras que os fortes acendem,
Custosos tributos ignavos lá rendem,
Aos duros guerreiros sujeitos na paz.

*No centro da taba se estende um terreiro,
Onde ora se aduna o concílio guerreiro
Da tribo senhora, das tribos servis:
Os velhos sentados praticam d’outrora,
E os moços inquietos, que a festa enamora,
Derramam-se em torno dum índio infeliz.
Interpretação: Obra de gonçalves dias, principal poeta de primeira geração. Empolgado pela imaginação, o autor idealiza temas, exagerando em algumas de suas características. O índio idealizado, herói, como no nome da poesia nos mostra I-Juca Pirama (aquele que deve morrer), representa a bravura do Indio. Também destaca-se pela musicalidade dos versos e o cenário sendo a selva.

OTAVIO VIDAL

Morte (hora do delirio)

Pensamento gentil de paz eterna
Amiga morte, vem. Tu és o termo
De dous fantasmas que a existência formam,
— Dessa alma vã e desse corpo enfermo.

Pensamento gentil de paz eterna,
Amiga morte, vem. Tu és o nada,
Tu és a ausência das moções da vida,
do prazer que nos custa a dor passada.

Pensamento gentil de paz eterna
Amiga morte, vem. Tu és apenas
A visão mais real das que nos cercam,
Que nos extingues as visões terrenas.

Nunca temi tua destra,
Não vou o vulgo profano;
Nunca pensei que teu braço
Brande um punhal sobr'humano.


INTERPRETAÇÃO: Junqueira Freire,poeta da segunda geração escreve uma poesia conturbada,angustia a vida. Um escritor que usa muito temas de inferno,demônio,a MORTE como solução de tudo, o pessimismo e o gótico,no desejo reprimido que o perturbava e aguçava o sentimento de pecado entre a oração e a heresia; na revolta contra a regra, contra o mundo e contra si; no remorso e, como conseqüência, na obsessão da morte.


BRUNA L. DA CUNHA.

Saudade- Vinícius fagundes

Casemiro de abreu

Então – Proscrito e sozinho
Eu solto aos ecos da serra
Suspiros dessa saudade.

O poeta demonstra ter saudade de algo em sua vida que já ocorreu, a natureza também é visada quando fala "ecos da serra"características marcantes desse poeta da 2º geração

Perdoa-me, visão dos meus amores- Mariane Felin

Álvares de azevedo

Meus tristes ais vão revelando
Que peno e morro de amorosas dores…
Morro, morro por ti!

INTERPRETAÇÃO: Caracteriza muito bem o romantismo da 2º geração, o sentimentalismo ao extremo por alguém amado, a angustia amorosa, a morte ! Nesse poema ele está tão triste sofrendo de amor, que é capaz de morrer por quem ama .
Matheus Spall

Na minha terra (Álvares de Azevedo)

Amo o vento da noite sussurrante
A tremer nos pinheiros
E a cantiga do pobre caminhante
No rancho dos tropeiros;

E os monótonos sons de uma viola
No tardio verão,
E a estrada que além se desenrola
No véu da escuridão;

A restinga d'areia onde rebenta
O oceano a bramir,
Onde a lua na praia macilenta
Vem pálida luzir;

E a névoa e flores e o doce ar cheiroso
Do amanhecer na serra,
E o céu azul e o manto nebuloso
Do céu de minha terra;

E o longo vale de florinhas cheio
E a névoa que desceu,
Como véu de donzela em branco seio,
As estrelas do céu.

Interpretação: Álvares de Azevedo, representante da 2ª gerção da poesia romântica ou conhecida por geraçâo ultra-romântica. A poesia "Na minha terra" mostra bastante o gosto por ambientes noturnos, mostra a idealização do amor, sonhos e fantasias, paixão e sentimentalismo.

A CRUZ DA ESTRADA.-Jocieli Kasten.

(CASTRO ALVES.)

Caminheiro que passas pela estrada,
Seguindo pelo rumo do sertão,
Quando vires a cruz abandonada,
Deixa-a em paz dormir na solidão.

Que vale o ramo do alecrim cheiroso
Que lhe atiras nos braços ao passar?
Vais espantar o bando buliçoso
Das borboletas, que lá vão pousar.

É de um escravo humilde sepultura,
Foi-lhe a vida o velar de insônia atroz.
Deixa-o dormir no leito de verdura,
Que o Senhor dentre as selvas lhe compôs.

Não precisa de ti. O gaturamo
Geme, por ele, à tarde, no sertão.
E a juriti, do taquaral no ramo,
Povoa, soluçando, a solidão.

Dentre os braços da cruz, a parasita,
Num abraço de flores, se prendeu.
Chora orvalhos a grama, que palpita;
Lhe acende o vaga-lume o facho seu.

Quando, à noite, o silêncio habita as matas,
A sepultura fala a sós com Deus.
Prende-se a voz na boca das cascatas,
E as asas de ouro aos astros lá nos céus.

Caminheiro! do escravo desgraçado
O sono agora mesmo começou!
Não lhe toques no leito de noivado,
Há pouco a liberdade o desposou.


Castro Alves tem em suas poesias o carater social, com criticas sociais e temas sobre a escravidão do negro.
Sua poesia abolicionista é característica da terceira Geração da poesia Romantica, Como é o caso da poesia "a cruz da estrada" onde castro Alves em suas palavras transmite uma mensagem de como é a realidade de um escravo que só pode descansar quando partir daqui para a melhor.

Jocieli Kasten 201 ccm

Stéfani Rodrigues Venturini

castro alves-quando eu morrer
Quando eu morrer... não lancem meu cadáver No fosso de um sombrio cemitério... Odeio o mausoléu que espera o morto Como o viajante desse hotel funéreo. Corre nas veias negras desse mármore Não sei que sangue vil de messalina, A cova, num bocejo indiferente, Abre ao primeiro o boca libertina. Ei-la a nau do sepulcro — o cemitério... Que povo estranho no porão profundo! Emigrantes sombrios que se embarcam Para as pragas sem fim do outro mundo. Tem os fogos — errantes — por santelmo. Tem por velame — os panos do sudário... Por mastro — o vulto esguio do cipreste, Por gaivotas — o mocho funerário ... Ali ninguém se firma a um braço amigo Do inverno pelas lúgubres noitadas... No tombadilho indiferentes chocam-se E nas trevas esbarram-se as ossadas ... Como deve custar ao pobre morto Ver as plagas da vida além perdidas, Sem ver o branco fumo de seus lares Levantar-se por entre as avenidas! ... Oh! perguntai aos frios esqueletos Por que não têm o coração no peito... E um deles vos dirá "Deixei-o há pouco De minha amante no lascivo leito." Outro: "Dei-o a meu pai". Outro: "Esqueci-o Nas inocentes mãos de meu filhinho"... ... Meus amigos! Notai... bem como um pássaro O coração do morto volta ao ninho!...

Terceira geração - Condoreira
1888 - Abolição da Escravatura
1889 - Proclamação da República
Influenciada pelos acontecimentos sociais, discursa sobre liberdade, questões sociais, o abolicionismo.
Uso de exclamações, exageros, apóstrofes.
Mulher presente, carnal.
Volta-se para o futuro, progresso.
Luta pela liberdade, temáticas sociais.
Ainda fala sobre o amor.
O condor simboliza a liberdade, por isso geração condoreira.
Principais poetas
Castro Alves - "O Poeta dos Escravos"

"o poema fala no ar do exageiro da terceira geração, espressa que ele não queria morrer para ir para o cemitério,falando do lugar como se fosse um lugar obscuro,longe de tudo,perto das trevas,onde só se guardam ossos,não se guardam alma,e no final deixa para os amigos a mensagem de deixar dele somente o melhor, a felicidade."

Lucas Antonello

A Lagartixa (Álvares de Azevedo)

A lagartixa ao sol ardente vive,
E fazendo verão o corpo espicha:
O clarão dos teus olhos me dá vida,
Tu és o sol e eu sol a lagartixa.
Amo-te como o vinho e como o sono,
Tu és meu copo e amoroso leito...
Mas teu néctar de amor jamais se esgota,
Travesseiro não há como teu peito.
Posso agora viver: para coroas
Não preciso no prado colher flores;
Engrinaldo melhor a minha fronte
Nas rosas mais gentis de teus amores.
Vale todo um harém a minha bela,
Em fazer-me ditoso ela capricha;
Vivo ao sol de seus olhos namorados,
Como ao sol de verão a lagartixa.

Interpretação:
Poesia da Segunda Geração Romântica,geração também conhecida como ultra-romântica onde a paixão e o sentimentalismo são muitos exaltados.Em seus poemas Álvares de Azevedo inova utilizando a ironia como uma de suas técnicas poéticas.Era costume do poeta também a descrição de objetos do seu cotidiano.Temos como exemplo em um dos seus poemas chamado ´´A Lagartixa``.Mais uma de suas características era o patriotismo,o saudanismo e o satanismo.

João Paulo Pozzobon

Amor
Amemos! Quero de amor
Viver no teu coração!
Sofrer e amar essa dor
Que desmaia de paixão!
Na tu’alma, em teus encantos
E na tua palidez
E nos teus ardentes prantos
Suspirar de languidez!

Quero em teus lábio beber
Os teus amores do céu,
Quero em teu seio morrer
No enlevo do seio teu!
Quero viver d’esperança,
Quero tremer e sentir!
Na tua cheirosa trança
Quero sonhar e dormir!

Vem, anjo, minha donzela,
Minha’alma, meu coração!
Que noite, que noite bela!
Como é doce a viração!
E entre os suspiros do vento
Da noite ao mole frescor,
Quero viver um momento,
Morrer contigo de amor!


Interpretação:Poesia caracterizada pela segunda geração,Idealização do amor,evasão ,do gosto por lugares escuros ("Que noite, que noite bela!")e angustias amorosas (sofrimento).

domingo, 10 de maio de 2009

Mariana Gasparetto Feistauer.

Boa-noite
Castro Alves

Boa-noite, Maria! Eu vou-me embora.
A lua nas janelas bate em cheio.
Boa-noite, Maria! É tarde... é tarde...
Não me apertes assim contra teu seio.
Boa-noite!... E tu dizes — Boa-noite.
Mas não digas assim por entre beijos...
Mas não me digas descobrindo o peito
— Mar de amor onde vagam meus desejos.

Julieta do céu! Ouve... a calhandra
Já rumoreja o canto da matina.
Tu dizes que eu menti?... pois foi mentira...
... Quem cantou foi teu hálito, divina!
Se à estrela-d'alva os derradeiros raios
Derrama nos jardins do Capuleto,

Eu direi, me esquecendo d'alvorada:
"É noite ainda em teu cabelo preto..."
E noite ainda! Brilha na cambraia
— Desmanchado o roupão, a espádua nua —
O globo de teu peito entre os arminhos
Como entre as névoas se balouça a lua...

É noite, pois! Durmamos, Julieta!
Recende a alcova ao trescalar das flores,
Fechemos sobre nós estas cortinas...
— São as asas do arcanjo dos amores.
A frouxa luz da alabastrina lâmpada

Lambe voluptuosa os teus contornos...
Oh! Deixa-me aquecer teus pés divinos
Ao doudo afago de meus lábios mornos.
Mulher do meu amor! Quando aos meus beijos
Treme tua alma, como a lira ao vento,
Das teclas de teu seio que harmonias,

Que escalas de suspiros, bebo atento!
Ai! Canta a cavatina do delírio,
Ri, suspira, soluça, anseia e chora...
Marion! Marion!... É noite ainda.
Que importa os raios de uma nova aurora?!...
Como um negro e sombrio firmamento,
Sobre mim desenrola teu cabelo...
E deixa-me dormir balbuciando:
— Boa-noite!, formosa Consuelo!...

Castro Alves mesmo sendo inserido na terceira geração romântica, possui poesias dentro da lírica amorosa. Nesta observamos a idealização das amadas, contrastando com o desejo atribuído a elas, tornando a linha entre sexo e amor muito próxima, essa aproximação sendo uma famosa peculiaridade do autor.
A cada "Boa Noite" nota-se a melancolia, observando um certo pessimismo do eu lírico diante de cada adeus, uma tentativa de evasão através do tempo, e onde no final do poema no ato de adormecer do eu lírico a evasão aparece através da morte. Outro elemento romântico em destaque é o sentimentalismo, a demonstração dos sentimentos diante do amor e do sexo.
O poema tem certa inspiração em "Romeu e Julieta" de William Shakespeare, onde em sua versão original possui uma citação de Shakespeare antes da primeira estrofe.

Luana Weber

Se Eu Morresse Amanhã!

Se eu morresse amanhã, viria ao menos
Fechar meus olhos minha triste irmã;
Minha mãe de saudades morreria
Se eu morresse amanhã!

Quanta glória pressinto em meu futuro!
Que aurora de porvir e que manhã!
Eu perdera chorando essas coroas
Se eu morresse amanhã!

Que sol! que céu azul! que dove n'alva
Acorda a natureza mais loucã!
Não me batera tanto amor no peito
Se eu morresse amanhã!

Mas essa dor da vida que devora
A ânsia de glória, o dolorido afã...
A dor no peito emudecera ao menos
Se eu morresse amanhã!





Interpretação: A poesia de Álvares de Azevedo mostra um pouco da segunda geração do romantismo. Conhecido como um ultra-romântico sua poesia traz o sentimentalismo, os seus sonhos. Dá ênfase também as angústias amorosas, a melancolia e a morte.

Felipe Ugalde Pereira

Meus oito anos
estrofes I a IV

Oh! que saudades que tenho
Da aurora da minha vida,
Da minha infância querida
Que os anos não trazem mais!
Que amor, que sonhos, que flores,
Naquelas tardes fagueiras
À sombra das bananeiras,
Debaixo dos laranjais!

Como são belos os dias
Do despontar da existência!
- Respira a alma inocência
Como perfumes a flor;
O mar é - lago sereno,
O céu - um manto azulado,
O mundo - um sonho dourado,
A vida - um hino d'amor!

Que auroras, que sol, que vida,
Que noites de melodia
Naquela doce alegria,
Naquele ingênuo folgar!

O céu bordado d'estrelas,
A terra de aromas cheia,
As ondas beijando a areia
E a lua beijando o mar!


Casimiro de Abreu


Interpretação: como um poeta da segunda geração, em "Meus oito anos" Casimiro de Abreu fala da saudade que sente de sua juventude, de suas experiências vividas. Faz comparações com os elementos da natureza. A saudade e a melancolia caracterizam suas poesias.


Alice Lucena

Os Meus Sonhos
Casimiro de Abreu
I
Como era belo esse tempo
De tão doces ilusões,
De tardes belas, amenas,
De noites sempre serenas,
De estrelas vivas e puras;
Quadra de riso e de flores
Em que eu sonhava venturas,
Em que eu cuidava de amores.
(...)

II
Sonhei que o mundo era um prado
Lindo, lindo, matizado
Das flores do meu jardim;
Sonhei a vida uma estrada
De gozos entrelaçada,
De gozos que não têm fim.

Esses sonhos de magia
Criei-os na fantasia
À meiga luz do luar,
E quando conta segredos
Na rama dos arvoredos
Na brisa que beija o mar.
(...)

III
Mentira, tudo mentira!
Os meus sonhos... ilusões!
As cordas da minha lira
Já não soletram canções,
A mente já não delira,
E se louco num momento
Revolvo no pensamento
Esse passado de amores...
Se triste o peito suspira...
Eu ouço um eco da terra
Bradar-me com voz que aterra:
— Mentira, tudo mentira!

Foram sonhos. Eram lindos,
Eram lindos... mas passaram!
E desses sonhos já findos
Só lembranças me ficaram.
Só lembranças bem saudosas
Dessas noites tão formosas
Em que os sonhos despontaram,
Só lembranças desses sonhos,
Desses sonhos que passaram!...
Hoje vivo, se é que é vida
(...)

INTERPRETAÇÃO: Assim como os outros autores da Segundo Geração do romantismo brasileiro, Casimiro de Abreu demonstra o principalmente o saudosismo. Onde nesta poesia seus sonhos são apenas ilusões, fantasias que este almeja que sejam realidade, exaltando a saudade da beleza de seus sonhos. Ainda há a presença da natureza, da musicalidade e do desejo de algo que não está a seu alcance.

sábado, 9 de maio de 2009

Vagner Stefanello

Minha Terra! (Gonçalves Dias)

Quanto é grato em terra estranha
Sob um céu menos querido,
Entre feições estrangeiras,
Ver um rosto conhecido; Ouvir a pátria linguagem
Do berço balbuciada,
Recordar sabidos casos
Saudosos — da terra amada! E em tristes serões d’inverno,
Tendo a face contra o lar,
Lembrar o sol que já vimos,
E o nosso ameno luar! Certo é grato; mais sentido
Se nos bate o coração,
Que para a pátria nos voa,
P’ra onde os nossos estão! Depois de girar no mundo
Como barco em crespo mar,
Amiga praia nos chama
Lá no horizonte a brilhar. E vendo os vales e os montes
E a pátria que Deus nos deu,
Possamos dizer contentes:
Tudo isto que vejo é meu! Meu este sol que me aclara,
Minha esta brisa, estes céus:
Estas praias, bosques, fontes,
Eu os conheço — são meus! Mais os amo quando volte,
Pois do que por fora vi,
A mais querer minha terra,
E minha gente aprendi.

Interpretação:

Essa poesia é característica da 1ª Geração Romântica, pois o autor descreve com gosto o amor pela sua pátria, pela nação de onde veio, e também descreve a natureza(vales, montes, etc).

Tatiana Ventura

Adeus, Meus Sonhos! (Álvares de Azevedo)

Adeus, meus sonhos, eu pranteio e morro!
Não levo da existência uma saudade!
E tanta vida que meu peito enchia
Morreu na minha triste mocidade!
Misérrimo! Votei meus pobres dias
À sina doida de um amor sem fruto,
E minh'alma na treva agora dorme
Como um olhar que a morte envolve em luto.
Que me resta, meu Deus?
Morra comigo
A estrela de meus cândidos amores,
Já não vejo no meu peito morto
Um punhado sequer de murchas flores!

Interpretação: Esse poema é tipicamente lírico, representa a 2ª geração da poesia romântica, ele mostra a característica de morte, a tristeza do eu que é a única que existe. Nele Álvares de Azevedo se preocupa consigo mesmo e ignora o resto do mundo.

Lucas Maidana

O Canto do Guerreiro

I
Aqui na floresta
Dos ventos batida,
Façanhas de bravos
Não geram escravos,
Que estimem a vida
Sem guerra e lidar.
— Ouvi-me, Guerreiros,
— Ouvi meu cantar

II
Valente na guerra
Quem há, como eu sou?
Quem vibra o tacape
Com mais valentia?
Quem golpes daria Fatais, como eu dou?
— Guerreiros, ouvi-me;
— Quem há como eu sou?

Interpretação: O índio queria saber dos guerreiros quem combatia do mesmo modo do índio (herói). Nesse poema mostra bem as características da primeira geração da poesia romântica como: a selva (cenário), a cultura, a tradição, o índio (herói idealizado). E o eu lírico relata feitos de guerra e caçadas.
Canção do exílio

Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá;
As aves, que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá.

Nosso céu tem mais estrelas,
Nossas várzeas têm mais flores,
Nossos bosques têm mais vida,
Nossa vida mais amores.

Em cismar, sozinho, à noite,
Mais prazer eu encontro lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.

Minha terra tem primores,
Que tais não encontro eu cá;
Em cismar –sozinho, à noite–
Mais prazer eu encontro lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.

Não permita Deus que eu morra,
Sem que eu volte para lá;
Sem que disfrute os primores
Que não encontro por cá;
Sem qu'inda aviste as palmeiras,
Onde canta o Sabiá.

Gonçalves Dias

Poesia romântica da primeira geração, onde a natureza era muito valorizada, que tinha como uma das suas características a religiosidade, o amor à pátria(por ser o primeiro período após a independência). Gonçalves Dias, principal escritor da primeira geração, nesta poesia fala muito sobre a natureza da sua terra, com um certo individualismo("Minha terra tem palmeiras"), e claro, demonstrando em algum momento a religiosidade.

Rafaela Fontoura Nunes

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Ana Luiza

Navio Negreiro
Castro Alves

IV

[...]
E ri-se a orquestra irônica, estridente...
E da ronda fantástica a serpente
Faz doudas espirais ...
Se o velho arqueja, se no chão resvala,
Ouvem-se gritos... o chicote estala.
E voam mais e mais...

Presa nos elos de uma só cadeia,
A multidão faminta cambaleia,
E chora e dança ali!
Um de raiva delira, outro enlouquece,
Outro, que martírios embrutece,
Cantando, geme e ri!

No entanto o capitão manda a manobra,
E após fitando o céu que se desdobra,
Tão puro sobre o mar,
Diz do fumo entre os densos nevoeiros:
"Vibrai rijo o chicote, marinheiros!
Fazei-os mais dançar!..."

E ri-se a orquestra irônica, estridente. . .
E da ronda fantástica a serpente
Faz doudas espirais...
Qual um sonho dantesco as sombras voam!...
Gritos, ais, maldições, preces ressoam!
E ri-se Satanás!...

Interpretação: Esse poema representa muito bem a 3ª geração da poesia romântica, onde os poetas passam a se interessar pelo conflito entre liberdade e escravidão. Nele é mostrada a aflição de africanos que obrigados a deixar suas terras sofrem em um navio negreiro que vai em busca de um novo lar para este povo, que mesmo nas mais torturosas situações não esquece suas origens.

Deusa Mayer

Por que mentias?


Por que mentias leviana e bela?
Se minha face pálida sentias
Queimada pela febre, e minha vida
Tu vias desmaiar, por que mentias?

Acordei da ilusão, a sós morrendo
Sinto na mocidade as agonias.
Por tua causa desespero e morro...
Leviana sem dó, por que mentias?

Sabe Deus se te amei! Sabem as noites
Essa dor que alentei, que tu nutrias!
Sabe esse pobre coração que treme
Que a esperança perdeu por que mentias!

Vê minha palidez- a febre lenta
Esse fogo das pálpebras sombrias...
Pousa a mão no meu peito!
Eu morro! Eu morro!
Leviana sem dó, por que mentias?

O poema de Álvares de Azevedo mostra um pouco da segunda geração do romantismo. Conhecido como um ultra-romântico sua poesia traz o sentimentalismo, os seus sonhos. Dá ênfase também as angústias amorosas, a melancolia e a morte.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Julia Bresolin

Se eu morresse amanhã
Álvares de Azevedo

Se eu morresse amanhã, viria ao menos
Fechar meus olhos minha triste irmã;
Minha mãe de saudades morreria
Se eu morresse amanhã!


Quanta glória pressinto em meu futuro!
Que aurora de porvir e que manhã!
Eu perdera chorando essas coroas
Se eu morresse amanhã!


Que sol! que céu azul! que doce n'alva
Acorda a natureza mais louçã!
Não me batera tanto amor no peito
Se eu morresse amanhã!


Mas essa dor da vida que devora
A ânsia de glória, o dolorido afã...
A dor no peito emudecera ao menos
Se eu morresse amanhã!

Interpretação:
Se eu morresse amanhã.. Essa repetição deixa claro que a solução dos problemas seria ele morrer e se isso não se realizasse nada aconteceria. Essas são características marcantes do poeta e da literatura nessa época. Ele deixa claro suas principais características como a morte o tédio, angústia onde amor e felicidade são coisas totalmente inatingíveis.
O eu-lírico mostra seu futuro seria cheio de glória e que o tempo que viria seria perdido se ele morresse amanhã. Lamenta o Sol, o Céu e a Natureza que são bonitos, mais que ele não veria tudo isso se ele morresse amanhã. Na última estrofe ele reclama da dor da vida, da ânsia da glória dolorida, mas tudo isso acabaria somente se ele morresse amanhã.