segunda-feira, 11 de maio de 2009

I-juca Pirama- Gonçalves Dias

São rudos, severos, sedentos de glória,
Já prélios incitam, já cantam vitória,
Já meigos atendem à voz do cantor:
São todos Timbiras, guerreiros valentes!
Seu nome lá voa na boca das gentes,
Condão de prodígios, de glória e terror!
As tribos vizinhas, sem forças, sem brio,
As armas quebrando, lançando-as ao rio,
O incenso aspiraram dos seus maracás:
Medrosos das guerras que os fortes acendem,
Custosos tributos ignavos lá rendem,
Aos duros guerreiros sujeitos na paz.

*No centro da taba se estende um terreiro,
Onde ora se aduna o concílio guerreiro
Da tribo senhora, das tribos servis:
Os velhos sentados praticam d’outrora,
E os moços inquietos, que a festa enamora,
Derramam-se em torno dum índio infeliz.
Interpretação: Obra de gonçalves dias, principal poeta de primeira geração. Empolgado pela imaginação, o autor idealiza temas, exagerando em algumas de suas características. O índio idealizado, herói, como no nome da poesia nos mostra I-Juca Pirama (aquele que deve morrer), representa a bravura do Indio. Também destaca-se pela musicalidade dos versos e o cenário sendo a selva.

OTAVIO VIDAL

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