domingo, 10 de maio de 2009

Luana Weber

Se Eu Morresse Amanhã!

Se eu morresse amanhã, viria ao menos
Fechar meus olhos minha triste irmã;
Minha mãe de saudades morreria
Se eu morresse amanhã!

Quanta glória pressinto em meu futuro!
Que aurora de porvir e que manhã!
Eu perdera chorando essas coroas
Se eu morresse amanhã!

Que sol! que céu azul! que dove n'alva
Acorda a natureza mais loucã!
Não me batera tanto amor no peito
Se eu morresse amanhã!

Mas essa dor da vida que devora
A ânsia de glória, o dolorido afã...
A dor no peito emudecera ao menos
Se eu morresse amanhã!





Interpretação: A poesia de Álvares de Azevedo mostra um pouco da segunda geração do romantismo. Conhecido como um ultra-romântico sua poesia traz o sentimentalismo, os seus sonhos. Dá ênfase também as angústias amorosas, a melancolia e a morte.

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