segunda-feira, 11 de maio de 2009

Matheus Spall

Na minha terra (Álvares de Azevedo)

Amo o vento da noite sussurrante
A tremer nos pinheiros
E a cantiga do pobre caminhante
No rancho dos tropeiros;

E os monótonos sons de uma viola
No tardio verão,
E a estrada que além se desenrola
No véu da escuridão;

A restinga d'areia onde rebenta
O oceano a bramir,
Onde a lua na praia macilenta
Vem pálida luzir;

E a névoa e flores e o doce ar cheiroso
Do amanhecer na serra,
E o céu azul e o manto nebuloso
Do céu de minha terra;

E o longo vale de florinhas cheio
E a névoa que desceu,
Como véu de donzela em branco seio,
As estrelas do céu.

Interpretação: Álvares de Azevedo, representante da 2ª gerção da poesia romântica ou conhecida por geraçâo ultra-romântica. A poesia "Na minha terra" mostra bastante o gosto por ambientes noturnos, mostra a idealização do amor, sonhos e fantasias, paixão e sentimentalismo.

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