O lenço dela
(Álvares de Azevedo)
Quando a primeira vez, da minha terra
Deixei as noites de amoroso encanto,
A minha doce amante suspirando
Volveu-me os olhos úmidos de pranto.
Um romance cantou de despedida,
Mas a saudade amortecia o canto!
Lágrimas enxugou nos olhos belos...
E deu-me o lenço que molhava o pranto.
Quantos anos contudo já passaram!
Não olvido porém amor tão santo!
Guardo ainda num cofre perfumado
O lenço dela que molhava o pranto...
Nunca mais a encontrei na minha vida,
Eu contudo, meu Deus, amava-a tanto!
Oh! quando eu morra estendam no meu rosto
O lenço que eu banhei também de pranto!
INTERPRETAÇÃO:Essa poesia da 2ª geração romântica se caracteriza pela idealização do amor,o sentimentalismo ao extremo e também a morte que são características bem marcantes da 2ª geração romântica
Luís Felipe 201
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário