Pensamento gentil de paz eterna
Amiga morte, vem. Tu és o termo
De dous fantasmas que a existência formam,
— Dessa alma vã e desse corpo enfermo.
Pensamento gentil de paz eterna,
Amiga morte, vem. Tu és o nada,
Tu és a ausência das moções da vida,
do prazer que nos custa a dor passada.
Pensamento gentil de paz eterna
Amiga morte, vem. Tu és apenas
A visão mais real das que nos cercam,
Que nos extingues as visões terrenas.
Nunca temi tua destra,
Não vou o vulgo profano;
Nunca pensei que teu braço
Brande um punhal sobr'humano.
INTERPRETAÇÃO: Junqueira Freire,poeta da segunda geração escreve uma poesia conturbada,angustia a vida. Um escritor que usa muito temas de inferno,demônio,a MORTE como solução de tudo, o pessimismo e o gótico,no desejo reprimido que o perturbava e aguçava o sentimento de pecado entre a oração e a heresia; na revolta contra a regra, contra o mundo e contra si; no remorso e, como conseqüência, na obsessão da morte.
BRUNA L. DA CUNHA.
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