domingo, 10 de maio de 2009

Felipe Ugalde Pereira

Meus oito anos
estrofes I a IV

Oh! que saudades que tenho
Da aurora da minha vida,
Da minha infância querida
Que os anos não trazem mais!
Que amor, que sonhos, que flores,
Naquelas tardes fagueiras
À sombra das bananeiras,
Debaixo dos laranjais!

Como são belos os dias
Do despontar da existência!
- Respira a alma inocência
Como perfumes a flor;
O mar é - lago sereno,
O céu - um manto azulado,
O mundo - um sonho dourado,
A vida - um hino d'amor!

Que auroras, que sol, que vida,
Que noites de melodia
Naquela doce alegria,
Naquele ingênuo folgar!

O céu bordado d'estrelas,
A terra de aromas cheia,
As ondas beijando a areia
E a lua beijando o mar!


Casimiro de Abreu


Interpretação: como um poeta da segunda geração, em "Meus oito anos" Casimiro de Abreu fala da saudade que sente de sua juventude, de suas experiências vividas. Faz comparações com os elementos da natureza. A saudade e a melancolia caracterizam suas poesias.


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